VIVÊNCIAS DE TRABALHO INFANTIL E SUAS CONSEQUÊNCIAS
INTERFERÊNCIAS EDUCACIONAIS E VULNERABILIDADE SOCIAL
DOI:
10.36732/riep.v8i1.759Palavras-chave:
mulheres, vulnerabilidade social, trabalho infantilResumo
Este artigo teve por objetivo refletir sobre o trabalho infantil como fator de vulnerabilidade social e sua influência da educação de mulheres que são atendidas no Centro de Referência da Assistência Social (CRAS). Trata-se de recorte de uma pesquisa de mestrado, que analisou os sentidos do trabalho para mulheres em vulnerabilidade. Sobre a metodologia, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com oito mulheres, destas, cinco trouxeram a temática do trabalho infantil que serão apresentados neste artigo. O referencial teórico e metodológico adotado na pesquisa foi a teoria histórico-cultural fundamentada na epistemologia qualitativa. Como resultados da análise das entrevistas, se considera que o trabalho precoce e precarizado institucionalizado nestes agrupamentos familiares tem sua relação direta com o abandono e a evasão escolar que acabam por perpetuar o ciclo de pobreza e dependência. As mulheres em vulnerabilidade atendidas pelo CRAS têm essa condição ampliada por uma vivência de trabalho infantil com resultados psicológicos e físicos que fazem parte da constituição de sua subjetividade. Esse fato demonstra a necessidade de ampliar o foco do atendimento destas mulheres para além da questão econômica, para abranger as interferências educacionais e a descrença em relação à possibilidade do sistema de ensino promover a autonomia e emancipação social dos sujeitos.Downloads
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