VIVÊNCIAS DE TRABALHO INFANTIL E SUAS CONSEQUÊNCIAS

INTERFERÊNCIAS EDUCACIONAIS E VULNERABILIDADE SOCIAL

Autores

DOI:

10.36732/riep.v8i1.759

Palavras-chave:

mulheres, vulnerabilidade social, trabalho infantil

Resumo

Este artigo teve por objetivo refletir sobre o trabalho infantil como fator de vulnerabilidade social e sua influência da educação de mulheres que são atendidas no Centro de Referência da Assistência Social (CRAS).  Trata-se de recorte de uma pesquisa de mestrado, que analisou os sentidos do trabalho para mulheres em vulnerabilidade. Sobre a metodologia, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com oito mulheres, destas, cinco trouxeram a temática do trabalho infantil que serão apresentados neste artigo. O referencial teórico e metodológico adotado na pesquisa foi a teoria histórico-cultural fundamentada na epistemologia qualitativa. Como resultados da análise das entrevistas, se considera que o trabalho precoce e precarizado institucionalizado nestes agrupamentos familiares tem sua relação direta com o abandono e a evasão escolar que acabam por perpetuar o ciclo de pobreza e dependência. As mulheres em vulnerabilidade atendidas pelo CRAS têm essa condição ampliada por uma vivência de trabalho infantil com resultados psicológicos e físicos que fazem parte da constituição de sua subjetividade. Esse fato demonstra a necessidade de ampliar o foco do atendimento destas mulheres para além da questão econômica, para abranger as interferências educacionais e a descrença em relação à possibilidade do sistema de ensino promover a autonomia e emancipação social dos sujeitos.

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Biografia do Autor

Mariana Duarte de Lima Moser, UTFPR

Doutoranda em Tecnologia e Sociedade na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Mestre em Tecnologia e Sociedade pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná- UTFPR (2023). Especialista em Psicologia Social pelo Conselho Federal de Psicologia. Especialização em Metodologia para o Enfrentamento a Violência Contra Crianças e Adolescentes .Graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2007). 

Maria Sara de Lima Dias, Universidade Tecnológica Federal do Paraná UTFPR

Pós-Doutora em Psicologia pela Universidade Autónoma de Barcelona, Doutora em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (2009) possui mestrado (2004) em Psicologia da Infância e Adolescência e graduação em Psicologia pela Universidade Federal do Paraná (1990). Especialista em Pedagogia Social pela Universidade Católica Portuguesa. Trabalha os seguintes temas: projeto de vida, planejamento de carreira, psicologia social e comunitária , psicologia organizacional e do trabalho, psicologia da educação e saúde. Atualmente professora da Universidade Tecnológica Federal do Paraná Professora do Departamento Acadêmico de Filosofia e Ciências Humanas- DAFCH - Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia e Sociedade- PPGTE UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ - UTFPR. Professora e pesquisadora do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia e Sociedade (PPGTE-UTFPR) na linha Tecnologia e Trabalho. Líder do Grupo de Pesquisa Tecnologia Trabalho Atividade Subjetividade e Saúde- TASS.

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Publicado

2026-05-08

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Como Citar

MOSER, Mariana Duarte de Lima; DE LIMA DIAS, Maria Sara. VIVÊNCIAS DE TRABALHO INFANTIL E SUAS CONSEQUÊNCIAS: INTERFERÊNCIAS EDUCACIONAIS E VULNERABILIDADE SOCIAL . Revista Nova Paideia - Revista Interdisciplinar em Educação e Pesquisa, [S. l.], v. 8, n. 1, 2026. DOI: 10.36732/riep.v8i1.759. Disponível em: http://www.ojs.novapaideia.org/index.php/RIEP/article/view/759. Acesso em: 19 maio. 2026.

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